14/02/2012

Nove e Meia e a Carpintaria

Montar um filme é uma parte gratificante e prazeirosa de todo o processo mas, é claro, tem seus percalços. É quando o que você sonhava do resultado final conflita com o que você conseguiu captar através das lentes. Não raro um novo filme e um novo enredo se criam. Quando falamos em um curta mudo, como NOVE E MEIA, não há atenuantes e sim um novo filme a ser descoberto.

Começamos (eu, Édnei - acompanhando a cada nova cena montada - e eventuais platéias-teste) a montagem e finalizamos ainda em dezembro. Sempre com o "radical livre" da trilha sonora a ser considerado: ela é o narrador principal do filme mas ainda não sabemos sua forma exata. Porém, esta montagem não era o produto final. Ainda estávamos acorrentados à etapa de filmagem e precisávamos nos livrar dos estigmas: usar os momentos marcantes, usar a todo custo cenas que foram de difícil produção e ser muito didático na história a contar. Fiquei olhando para aquela montagem de cerca de 20 minutos de duração e repetindo: não é isso aí.

O ano virou. Em 2012 fui até a ilha de edição e apaguei os projetos. O tempo de desligamento já estava bom. Novas idéias. Esquecer um pouco a cara do material bruto. Recomeçar do zero. O personagem do "Homem" (Rafael Tombini) já é menos louco e mais determinado agora. Sua trajetória é mais crua. A didática vai desaparecendo e se sobrepõe às qualidades que veneramos nos filmes: um quebra-cabeças que só se encaixa nos últimos minutos. Agora o filme tem 15 minutos. Como diz Fernando Meirelles: quando se elimina a gordura, o que resta embaixo é músculo. Acho que esta idéia traduz o espírito.


09/02/2012

Segundo Teaser na Rede

O curta NOVE E MEIA ganha um segundo teaser aos 45 do segundo tempo de sua finalização.
Assista aqui:

31/10/2011

Teaser / Trailer do Curta NOVE E MEIA

Enquanto o filme completo nao chega, estreia hoje na web uma montagem que serve como prenuncio da tempestade "Nove e Meia". Gravado neste mes de outubro em Porto Alegre, o filme esta na ilha de edicao, ganhando seu ritmo. O curta conta a historia de um pai dilacerado pela dor da perda e obcecado pelo pequenino relogio que parou na hora do sinistro. Confira, comente, compartilhe:

28/10/2011

NOVE E MEIA - 1ª DIÁRIA/TARDE e NOITE – “Uma busca por vingança"






Embora ainda tivéssemos uma cena e uma sequência inteira do curta-metragem Nove e Meia para filmar ainda na 1ª diária, a tarde de sábado seguiu sem atropelos. Entre o término da cena no Fórum Central, um almoço bacanão no Partenon Grill e a chegada à uma das principais locações do filme, trocamos quase o elenco todo pela companhia da Tati e da Desirée, nossas assistentes de produção, que nos dariam um auxílio inestimável na logística do projeto, ao lado da Fabi e da 1ª dama do filme Rose.

A tarde de sábado se resumiu exatamente ao título proposto para esta narrativa: uma busca. No local que selou o destino do nosso protagonista, Rafael Tombini espreita. Com um olho no relógio e o outro na avenida, o Homem busca ansioso pelo objeto de sua vingança. Os minutos lhe parecem horas e estas tornam-se dias, enquanto a câmera dança no steady e a tudo captura. Atrás dela, uma galera observa atenta o monitor e a atuação "multifeições" do Rafa; variações pedidas por um diretor alucinado, com mil e duas idéias e opções de montagem do material ("posso montar uns cinco filmes com cinco protagonistas diferentes" foi uma das frases que escutei do Filipe Ferreira neste dia). Promissor, hein?

Enquanto o Rafael mancava de um lado para o outro, Filipe "Babys" König e Álvaro Zandoná aproveitavam um momento de folga para simular um "pardal" com o boom e fazer os carros da Loureiro da Silva diminuírem a velocidade para não levarem uma multa. É impressionante que, mesmo sem uniforme e com aquela cara de cidadão respeitável do Babys, os veículos realmente reduziam. Quem tem * tem medo, já dizia o poeta.

Nesta locação, tivemos também o primeiro contato com o platô na Câmara Municipal de Porto Alegre, mais precisamente com o camarim do Teatro Glênio Peres (que a Denise e as arteiras adoraram), que nos foi cedido com toda a infraestrutura pela Casa, intermediado pelo coordenador do teatro, Rafael Baião (do qual falarei mais em texto futuro), que acompanhou de perto as filmagens. Neste camarim, aproveitamos para aprontar o Rafael tanto para a sequência da busca, quanto para a cena seguinte (na qual dividiria a tela com Hérlon Höltz, o primeiro ator de verdade a trabalhar em um curta-metragem da Arquivo Morto, o longínquo e lendário João Ninguém).






E lá vamos nós para a famigerada escadaria da João Manoel, um local tão emblemático que desbancou uma locação concorrente assim que batemos os olhos nele. Encrustada em um lugar escondido no coração de Porto Alegre, a escadaria - por si só - renderia um curta só dela. Um ambiente belo e canhestro ao mesmo tempo, que espelha em sua arquitetura o requinte de tempos antigos e denuncia, em suas pichações, a anarquia e a inquietação dos dias atuais. Tão ambígua quanto este local foi a cena rodada lá: após fazer uma encomenda (em uma cena a ser rodada no dia seguinte), nosso protagonista recebe seu instrumento de vingança de um taciturno Vlamir (Höltz), que alerta para o perigo iminente de lidar com armas de fogo (Moisés Fraga, nosso consultor, nos encontrou por lá para nos assessorar no assunto).



Tão rápido quanto podia ser a transação entre os personagens foram as filmagens neste local, já que a luz natural ia caindo vertiginosamente. No alto da escadaria, Steinmetz e Álvaro faziam a mão de barrar os cidadãos que queriam passar pelo set durante a cena (imagino que os dois fizeram o esquema de "tira bom, tira ruim"). Já na parte de baixo, contamos com o apoio do 9º Batalhão da Brigada Militar (que já havia nos auxiliado nas filmagens de Os Batedores), que teve a grata tarefa de espantar alguns desajustados que faziam questão de aparecer ao fundo.



Com quase duas horas de cronograma adiantado (milagre, milagre), findamos a primeira diária de Nove e Meia com aquela salva de palmas. Os remanescentes seguiram para a zona norte para degustar de uma deliciosa paella rancheira oferecida à equipe e elenco do filme pelo Leco Motta, gerente da Proloja e Chef nas horas vagas.



Uma excelente maneira de fechar uma diária, né não?

26/10/2011

Finalizadas as Filmagens de "Nove e Meia"

Após dois longos finais de semana, com um cronograma justo e diversas locações situadas em Porto Alegre (Foro Central da Cidade, Assembléia Legislativa, Praça da Matriz, Zona Sul da cidade, Apartamento dos Zandoná, ruas e becos), foi encerrada neste domingo, dia 23.10, a captação do próximo filme da Arquivo Morto, Nove e Meia. O filme, baseado em um conto de Rubem Fonseca e adaptado por Édnei Pedroso conta a história de um pai de família que após um terrível acidente de trânsito tem sua vida destroçada pela perda e pela dor das sequelas. Revelar mais do que isso seria entregar alguns segredos da trama.


Com importantes apoios de logística e alimentação (veja a relação completa em www.noveemeia.com) e uma equipe recorrente da Arquivo Morto, muitos fãs do Rubão e do cinema do sangue, suor e lágrimas (bastante destes elementos dentro e fora das telas!) foi selada mais uma jornada de conhecimento, experimentação e companheirismo.


No elenco, o protagonista RAFAEL TOMBINI estraçalha como o protagonista, cheio de mágoas, dores, dúvidas e ódio. Seu nêmesis, LEONARDO MACHADO, apronta todas no trânsito da cidade. A ex-mulher, DANI FOGLIATTO, inconsolável em sua inestimável perda e o temeroso fora-da-lei HERLON HOLTZ supre o protagonista de suas ferramentas. Destaque total para a revelação do filme, a atriz GIOVANNA FERREIRA. Também no elenco EDUARDO STEINMETZ, MARCELLO CRAWSHAM, ALEXANDER KLEINE, LUÍSA HERTER e EDUARDO LANG.


Em breve mais novidades!

18/10/2011

1ª e 2ª diárias de “Nove e Meia” – Versão do Produtor


Neste último dia 15, o curta-metragem Nove e Meia começou a sair do papel. Para alguns, é o início de um novo e interessante trabalho audiovisual; para outros, uma oportunidade de inebriar-se com o viciante “clima de set” que sempre se instaura em produções assim. Para este que vos escreve, é um misto dessas duas coisas com uma terceira: a realização de um sonho (há anos buscava adaptar o conto Nove Horas e Trinta Minutos – de Rubem Fonseca – e agora, graças ao esforço conjunto de um pessoal talentoso e esforçadíssimo, isso está sendo possível).


Bem, vamos ver como foram as coisas então neste primeiro fim de semana de filmagem.



1ª DIÁRIA – MANHÃ – “Uma busca por justiça”


8 da manhã de um sábado parcialmente ensolarado. Fórum Central de Porto Alegre. O esquema de transporte que montamos para levar a equipe e alguns atores do elenco funcionou tão bem que fiquei até surpreso com a pontualidade com que o pessoal ia chegando (meu parâmetro é sempre o trabalho anterior – no caso, Os Batedores – e quem acompanha a Arquivo Morto há um tempinho sabe que cumprir horários não foi um grande mérito naquela vez). Identificação na entrada, abertura da sala, paleteamento de equipamento (não, isso não é um esporte olímpico), a busca por um platô interessante (e disponível) e um coffee break regado a bolinhos (cedidos pela Tondo Alimentos) e sanduíches caseiros, enquanto o Filipe – Diretor – e seu fiel escudeiro Cristian planejavam os takes, Fernandinho – Diretor de Foto – e seu fiel escudeiro Jonas setavam as luzes e a Denise deixava o pessoal bonitão no make-up. Como ela não tinha um fiel escudeiro e eram seis atores e deixar o Edu Steinmetz bonito não é tarefa fácil, acabamos encontrando o primeiro e último gargalo da 1ª diária: o tempo necessário para maquiagem coletiva. Para a Denise, foi uma correria danada; para mim como produtor, foi um aprendizado para ajustar melhor os tempos na próxima vez.


Luzes, câmera e VALENDO! Em cena, Dani Fogliatto fulmina nosso (anti) herói Rafael Tombini com um olhar enlouquecido. Ele desvia, enquanto brinca com seu relógio de estimação. Em volta, Edu e Marcello Crawshaw – advogados de Dani e Rafa, respectivamente – trocam farpas em um texto totalmente improvisado (como o curta-metragem não possui diálogos, estes textos são utilizados para dar embasamento nas intenções visuais dos atores), enquanto Alex “Nicholas Marshall” Kleine tenta apaziguar a situação. Ao seu lado, Luísa Herter faz o registro da audiência enquanto embeleza a cena. Não demorou muito para que o circo pegasse fogo e os personagens começassem a se digladiar em cena, com acusações que fariam John Wilmot enrubescer (estava perambulando em uma zona de meretrício, Sra. Zanatta? Que coisa feia...). Em determinado momento, Henrique e eu saímos para comprar alguns itens faltantes de maquiagem (e um Engov, para ele) e, quando retornamos, dava para ouvir os gritos de fúria do casal lá do elevador.


Com um sistema de filmagem dinâmico e a competência dos atores (que nos isentaram de ter de repetir os takes over and over again), conseguimos – ainda pela manhã – ajustar um cronograma que, por si só, já era bastante puxado. O material bruto ficou intenso e a escolha de elenco mostrou-se acertada (se antes já achava a Dani interessante para o papel da mãe enraivecida, olhando agora tenho certeza de que não poderíamos ter encontrado atriz melhor para isso). A displicência do Rafa – inerente ao personagem – caiu como uma luva para subsidiar o ódio da mulher, e as interações dos outros atores em cena soaram muito orgânicas.


E, claro, tínhamos o relógio infantil, produzido pelas arteiras Fê e a Sheila, com contribuição do Rafa no visual final do objeto (sabe aquele sujeito que dá o sangue pelo trabalho? Pois é, digamos que o nosso ator leva isso bem a sério). Este pequeno relógio, que foi fruto de uma árdua pesquisa e procura das gurias e que foi uma epopéia para ser escolhido, acabou ficando muito, mas muito, mas muito perfeito em tela (confesso que fiquei reticente na 1ª vez que pus os olhos nele, no mostruário, mas mordi minha língua).


Para encerrar a manhã, tivemos uma breve cena nos corredores escuros do Fórum, com figurações do Herique e César (o gerente de operações da Lumiere) apostando nos cavalos, Babys e Sheila de fundo, e Luciana Espindola (responsável pelo Making Of) subindo uma rampa.


Ah, cheguei a citar que a Luciana também tem seus fiéis escudeiros? =P


A seguir: 1ª DIÁRIA – TARDE

09/09/2011

Nazistas na Lua


Em 1945, após a vitória aliada na 2ª Guerra Mundial, os nazistas remanescentes fugiram para o lado escuro da Lua. Em 2018, eles voltaram!

Esta é a premissa de Iron Sky, ficção científica das produtoras independentes finlandesas Blind Spot Pictures e Energia Productions, em co-produção com as produtoras 27 Films (alemã) e Holland Pictures (da Austrália). O longa-metragem, orçado em “modestos” 7 milhões de euros angariados através de uma árdua campanha na internet, levou cerca de 5 anos para ser produzido. Você pode ter uma palhinha do resultado no teaser abaixo.





Bacana, hein? O filme é dirigido por Timo Vuorensola (mesmo diretor do fan film Star Wreck: In The Pirkinning) e tem data de estréia prevista para 04 de abril de 2012. Mais informações sobre Iron Sky você pode conferir clicando aqui (em inglês).

05/09/2011

A IMPORTÂNCIA DO STORYBOARD (NO CINEMA INDEPENDENTE)


No mundo do cinema independente, uma regra é imutável: a margem de erro deve ser considerada apenas enquanto a câmera estiver rodando. O que isso significa exatamente? Significa que durante uma diária de filmagem a equipe está sim suscetível a problemas mas durante todo o resto do processo, não podemos errar!

Assim como em diversas outras áreas da vida, planejar é essencial. Produzir à exaustão e criar intrincados cronogramas, decupagens minimalistas e deixar tudo engatilhado, tim-tim por tim-tim é a base de fazer um filme decente quando o dinheiro não está entrando no caixa do filme. Quando os esforços se concentram em dar vida ao sagrado dia de filmagem, tudo tem de estar alinhado para este dia aconteça sem maiores percalços.

Aí que entra a importância do storyboard. Muitos vão me argumentar que renomados diretores dispensam storyboard e preferem perambular à revelia com a câmera na mão. Isso é estar sujeito a um talento nato e formidável, não apenas do diretor, como de todos envolvidos. Fazer um filme “naturalista” pode até funcionar dependendo do que você quer dizer mas, quando você tem uma trama minimamente fundamentada, uma história construída, a equação é outra.

O storyboard é uma decupagem sequenciada do que precisa ser filmado para que na montagem o filme faça algum sentido. Normalmente é formado de um rabisco cheio de setas indicando movimentos intrínsecos à cena e movimentos de câmera e na lateral uma descrição breve do que acontece no plano e a numeração, tanto do plano, quanto da cena. Storyboards mais ricos contém detalhes de arte e fotografia mas nem sempre é o caso. Saber desenhar ajuda e muito mas imagino que poucos tenham grande habilidade nesta arte. Eu mesmo, desenho muito pouco, mas acredito que consiga me fazer entender em meus rabiscos, e considero isto ser importante no final das contas. Na dúvida, tenha ao seu lado um desenhista de mão cheia para lhe ajudar a traduzir suas idéias.

Para colocar as mãos na massa, uma simples folha em branco pode bastar. Mas existem alguns softwares que ajudam no processo. O mais conhecido, o Toom Boom  é um tipo de organizador, com alguns atalhos bastante úteis. Para os que não saem do desenho estilo palitinho, o FrameForge é de grande valia. Com ele se constroem cenas em 3D usando um banco de dados de modelos acoplado no software. Para quem busca algo mais descritivo, que ajude no resto do processo todo, uma grande pedida é o Celtx. Todos são softwares pagos mas com demos funcionais para download.





Feito o storyboard, o diretor se pergunta: do que vale ter isto à mão já que o filme está todo montado em minha cabeça? Todos os outros membros da equipe e em especial, diretor de fotografia e seus assistentes, precisam estar alinhados com suas idéias mirabolantes e explicar verbalmente no dia da gravação é um amadorismo do qual se pode fugir. Isso sem contar nas necessidades de produção que vão surgir quando o produtor bater os olhos no story.




Mas o mais importante na verdade, além de garantir que todos planos necessários serão feito, é poupar um tempo valioso ao lado do pessoal da fotografia que o diretor vai poder usufruir ao lado de seu elenco, que com certeza vai precisar muito mais dele na hora H. Definir narrativas e sequências é um trabalho meramente burocrático: lidar com as pessoas na frente das lentes é o intenso trabalho de cunho mais artístico, é ali que o filme vai se definir e ganhar vida.



Nos curtas da Arquivo, naturalmente muita coisa foi feita sem storyboard! Mas isso foi um grande aprendizado para todos envolvidos e esta questão me veio forte à tona em um debate na Ufpel onde havíamos feito uma sessão de “Os Batedores”. Lá, fui questionado sobre a importância dos storyboards. Salientei muito que fazer cinema independente sem esta ferramente era um grande desatino.

No momento, estou terminando um storyboard bastante complicado, que já passa de 50 páginas (para um curta de menos de 20 minutos), do filme Nove e Meia.

Visite este blog. Muita informação sobre storyboard e arte conceitual.

02/09/2011

Fan Films


Uma das mais interessantes manifestações do cinema independente, o Fan Film ou Fan Movie é uma produção cinematográfica feita por fãs de determinada obra, que se utilizam de sua criatividade (e de seus próprios recursos financeiros) para homenagear seu filme/HQ/livro preferido, ou apenas expor uma versão idealizada do mesmo.



Embora tenha suas origens lá nos anos 60 e 70 (com as versões caseiras americanas de filmes de terror famosos), foi com a internet que esta categoria ganhou o m
undo. Após o surgimento de Troops, uma espécie de COPS do Império Galáctico filmado em uma praia qualquer dos Estados Unidos, uma série de vídeos baseados em franquias famosas de Sci-Fi (principalmente do universo de Star Wars e no universo Trekkie) pululou pela rede. Abaixo, você pode conferir dois ótimos exemplos desta leva: Ryan VS Dorkman traz dois jovens a paisana que se desafiam no melhor combate com sabres de luz da história; já Star Wreck – In The Pirkinning fecha uma série de paródias finlandesas ao universo de Jornada nas Estrelas desenvolvidas desde 1992 por Samuli Torssonen, um fanático por efeitos visuais.




Esta febre de filmes baseados em ficção científica foi seguida de perto pelos fan films de super-heróis. Com o surgimento de Batman – Dead End, dirigido por Sandy Collora (um designer de Hoolywood que resolveu filmar um crossover de Batman, Predador e Aliens chamando alguns amigos e bancando do próprio bolso), vimos que um filme de super-heróis não precisa de um orçamento milionário para ser bom (tanto que, por quase cinco anos, o curta de Collora foi considerado o melhor espécime cinematográfico baseado no homem-morcego).



Depois de Dead End, muitos outros fan films baseados em personagens de HQs famosas ganharam as telas da internet (dos mais conhecidos como Robin; e Superman, até os mais obscuros como o truculento Lobo em The Lobo Paramilitary Christmas Special). Como citado no texto da semana passada, até a Arquivo Morto iniciou, em 2007, a pré-produção de um fan film baseado em John Constantine (o emblemático mago inglês criado por Alan Moore), chegando a escalar elenco e iniciar ensaios. Uma pena que, devido a diversos problemas de produção, tivemos de colocar o projeto Hellblazer em stand-by por tempo indeterminado.



Concluídos ou apenas trailers (como o segundo fan film de Sandy Collora, Os Melhores do Mundo), o fato é que os fan films vêm ganhando reconhecimento através das redes e de festivais específicos para a categoria. São produções feitas com paixão e de forma totalmente independente e criativa. São filmes feitos de fãs para fãs.