04/12/2012
Making Of Armada
01/12/2012
Curta metragem 'Armada' é selecionado no 3º Curta Goiamum
01/11/2012
...e no fim de uma Armada...
Com ARMADA, esta aura passou a ter um significado maior uma vez que estávamos prestes a contar uma história causticante, cujas marcas ainda são sentidas até hoje por aqueles que, de um modo ou de outro, viveram a turbulenta época da ditadura no Brasil. O compromisso de traduzir em tela algo tão aterrador de forma absolutamente atrelada à realidade daquele tempo demandou um longo tempo de pesquisas a livros, documentos e entrevistas com historiadores e militantes que, assim como o personagem Pedro, sofreram nos fatídicos porões. Este compromisso com a veracidade da narrativa se alastrou para os demais aspectos da produção à medida que compomos uma equipe empenhada, disposta a doar sangue e suor para executar um trabalho técnico primoroso e vívido, que só encontra paixão comparável nas atuações de um elenco inspiradíssimo: os protagonistas Davi Souza (Pedro) e Jorge Valmini (Nunes) não apenas abrilhantam o filme, mas o tornam tão dramático e dinâmico que é impossível ficar indiferente.
Todo este esforço e aprendizado, esta convergência de pessoas e seus talentos em torno deste assunto que tanto urge em ser lembrado, só foi possível graças ao incentivo cultural disposto pela Prefeitura Municipal de Caxias do Sul e de sua CASF, não apenas por prover os recursos necessários para o andamento do projeto através do Financiarte, mas – principalmente – por acreditar nele e no potencial dos profissionais envolvidos.
Este é o nosso tijolo em uma parede que protege do esquecimento uma época tão febril e pessoas tão empenhadas em tornar o nosso país uma nação melhor e mais justa, e este é o agradecimento dos profissionais deste projeto para todos que tornaram esta ARMADA possível.
Muito obrigado!
NOVE E MEIA em Festival de Cinema no Peru
NOVE E MEIA estará em Novembro na sua terceira participação latino-americana em Festivais. Desta vez será no PERu, no IX Festival Internacional de Cortometrajes en Lambayeque - FENACO. O filme foi selecionado para mais este festival internacional e será exibido aos peruanos entre os dias 14 e 17 de Novembro.
Conheça mais sobre o festival em seu site.
03/09/2012
NOVE E MEIA no 29º Festival de Cinema de Bogotá
E o curta NOVE E MEIA (Nueve y Media como verão os latinos), está na programação oficial do 29º Festival de Cinema de Bogotá (http://xxix.bogocine.com/), um festival repleto de atrações que vai de 10 a 18 do próximo outubro com filmes do mundo afora. Em breve será noticiado dia e horário da exibição.
21/08/2012
Nove e Meia no 20o Festival Internacional de Curtas de Santiago do Chile
13/07/2012
OS BATEDORES na Caixa de Curtas
OS BATEDORES está concorrendo com diversos outros curtas nacionais e latino-americanos ao prêmio Caixa de Curtas, de Televisão América Latina. Curtir, twitar ou simplesmente votar: cada umas das modalidades vale voto nesta disputa e você pode votar quantas vezes quiser.
Sugerimos que para cada carteira batida no curta, você vote uma vez! :)
Eis o link:
http://www.tal.tv/cajadecortos/video/ficcao/os-batedores
20/06/2012
02/05/2012
ARMADA - Teaser
E não esqueça de curtir o site: www.armadaofilme.com
30/04/2012
ARMADA - Notícias
Esta semana começa a divulgação na mídia acerca do curta, patrocinado integralmente pelo FINANCIARTE da Secretaria de Cultura de Caxias do Sul. Esteja atento.
Entrou no ar na semana passada o website do filme - www.armadaofilme.com, que traz informações diversas como sinopse, histórico do filme, equipe, além de algumas fotos do making of e stills do curta. Curta lá!
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| NUNES, o policial implacável interpretado por Jorge Valmini. |
09/04/2012
Armada
Próximo final de semana começa a ser rodado o curta definitivo sobre tortura na ditadura militar: ARMADA. Financiado pela Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul e produzido pela Canal 3, o filme conta com uma equipe "arquivo-mortenha" no núcleo: Filipe Ferreira na direção, Édnei Pedroso no roteiro e Ricardo Ghiorzi, o mago gaudério dos efeitos especiais, nas traquitanas.
Aqui, a primeira arte de divulgação do novo filme.
14/02/2012
Nove e Meia e a Carpintaria
Começamos (eu, Édnei - acompanhando a cada nova cena montada - e eventuais platéias-teste) a montagem e finalizamos ainda em dezembro. Sempre com o "radical livre" da trilha sonora a ser considerado: ela é o narrador principal do filme mas ainda não sabemos sua forma exata. Porém, esta montagem não era o produto final. Ainda estávamos acorrentados à etapa de filmagem e precisávamos nos livrar dos estigmas: usar os momentos marcantes, usar a todo custo cenas que foram de difícil produção e ser muito didático na história a contar. Fiquei olhando para aquela montagem de cerca de 20 minutos de duração e repetindo: não é isso aí.
O ano virou. Em 2012 fui até a ilha de edição e apaguei os projetos. O tempo de desligamento já estava bom. Novas idéias. Esquecer um pouco a cara do material bruto. Recomeçar do zero. O personagem do "Homem" (Rafael Tombini) já é menos louco e mais determinado agora. Sua trajetória é mais crua. A didática vai desaparecendo e se sobrepõe às qualidades que veneramos nos filmes: um quebra-cabeças que só se encaixa nos últimos minutos. Agora o filme tem 15 minutos. Como diz Fernando Meirelles: quando se elimina a gordura, o que resta embaixo é músculo. Acho que esta idéia traduz o espírito.
09/02/2012
Segundo Teaser na Rede
Assista aqui:
31/10/2011
Teaser / Trailer do Curta NOVE E MEIA
28/10/2011
NOVE E MEIA - 1ª DIÁRIA/TARDE e NOITE – “Uma busca por vingança"

A tarde de sábado se resumiu exatamente ao título proposto para esta narrativa: uma busca. No local que selou o destino do nosso protagonista, Rafael Tombini espreita. Com um olho no relógio e o outro na avenida, o Homem busca ansioso pelo objeto de sua vingança. Os minutos lhe parecem horas e estas tornam-se dias, enquanto a câmera dança no steady e a tudo captura. Atrás dela, uma galera observa atenta o monitor e a atuação "multifeições" do Rafa; variações pedidas por um diretor alucinado, com mil e duas idéias e opções de montagem do material ("posso montar uns cinco filmes com cinco protagonistas diferentes" foi uma das frases que escutei do Filipe Ferreira neste dia). Promissor, hein?
Enquanto o Rafael mancava de um lado para o outro, Filipe "Babys" König e Álvaro Zandoná aproveitavam um momento de folga para simular um "pardal" com o boom e fazer os carros da Loureiro da Silva diminuírem a velocidade para não levarem uma multa. É impressionante que, mesmo sem uniforme
Nesta locação, tivemos também o primeiro contato com o platô na Câmara Municipal de Porto Alegre, mais precisamente com o camarim do Teatro Glênio Peres (que a Denise e as arteiras adoraram), que nos foi cedido com toda a infraestrutura pela Casa, intermediado pelo coordenador do teatro, Rafael Baião (do qual falarei mais em texto futuro), que acompanhou de perto as filmagens. Neste camarim, aproveitamos para aprontar o Rafael tanto para a sequência da busca, quanto para a cena seguinte (na qual dividiria a tela com Hérlon Höltz, o primeiro ator de verdade a trabalhar em um curta-metragem da Arquivo Morto, o longínquo e lendário João Ninguém).

27/10/2011
Mais alguns instantâneos de "Nove e Meia"
26/10/2011
Finalizadas as Filmagens de "Nove e Meia"
Com importantes apoios de logística e alimentação (veja a relação completa em www.noveemeia.com) e uma equipe recorrente da Arquivo Morto, muitos fãs do Rubão e do cinema do sangue, suor e lágrimas (bastante destes elementos dentro e fora das telas!) foi selada mais uma jornada de conhecimento, experimentação e companheirismo.
No elenco, o protagonista RAFAEL TOMBINI estraçalha como o protagonista, cheio de mágoas, dores, dúvidas e ódio. Seu nêmesis, LEONARDO MACHADO, apronta todas no trânsito da cidade. A ex-mulher, DANI FOGLIATTO, inconsolável em sua inestimável perda e o temeroso fora-da-lei HERLON HOLTZ supre o protagonista de suas ferramentas. Destaque total para a revelação do filme, a atriz GIOVANNA FERREIRA. Também no elenco EDUARDO STEINMETZ, MARCELLO CRAWSHAM, ALEXANDER KLEINE, LUÍSA HERTER e EDUARDO LANG.
Em breve mais novidades!
18/10/2011
1ª e 2ª diárias de “Nove e Meia” – Versão do Produtor

Neste último dia 15, o curta-metragem Nove e Meia começou a sair do papel. Para alguns, é o início de um novo e interessante trabalho audiovisual; para outros, uma oportunidade de inebriar-se com o viciante “clima de set” que sempre se instaura em produções assim. Para este que vos escreve, é um misto dessas duas coisas com uma terceira: a realização de um sonho (há anos buscava adaptar o conto Nove Horas e Trinta Minutos – de Rubem Fonseca – e agora, graças ao esforço conjunto de um pessoal talentoso e esforçadíssimo, isso está sendo possível).
Bem, vamos ver como foram as coisas então neste primeiro fim de semana de filmagem.
1ª DIÁRIA – MANHÃ – “Uma busca por justiça”
8 da manhã de um sábado parcialmente ensolarado. Fórum Central de Porto Alegre. O esquema de transporte que montamos para levar a equipe e alguns atores do elenco funcionou tão bem que fiquei até surpreso com a pontualidade com que o pessoal ia chegando (meu parâmetro é sempre o trabalho anterior – no caso, Os Batedores – e quem acompanha a Arquivo Morto há um tempinho sabe que cumprir horários não foi um grande mérito naquela vez). Identificação na entrada, abertura da sala, paleteamento de equipamento (não, isso não é um esporte olímpico), a busca por um platô interessante (e disponível) e um coffee break regado a bolinhos (cedidos pela Tondo Alimentos) e sanduíches caseiros, enquanto o Filipe – Diretor – e seu fiel escudeiro Cristian planejavam os takes, Fernandinho – Diretor de Foto – e seu fiel escudeiro Jonas setavam as luzes e a Denise deixava o pessoal bonitão no make-up. Como ela não tinha um fiel escudeiro e eram seis atores e deixar o Edu Steinmetz bonito não é tarefa fácil, acabamos encontrando o primeiro e último gargalo da 1ª diária: o tempo necessário para maquiagem coletiva. Para a Denise, foi uma correria danada; para mim como produtor, foi um aprendizado para ajustar melhor os tempos na próxima vez.
Luzes, câmera e VALENDO! Em cena, Dani Fogliatto fulmina nosso (anti) herói Rafael Tombini com um olhar enlouquecido. Ele desvia, enquanto brinca com seu relógio de estimação. Em volta, Edu e Marcello Crawshaw – advogados de Dani e Rafa, respectivamente – trocam farpas em um texto totalmente improvisado (como o curta-metragem não possui diálogos, estes textos são utilizados para dar embasamento nas intenções visuais dos atores), enquanto Alex “Nicholas Marshall” Kleine tenta apaziguar a situação. Ao seu lado, Luísa Herter faz o registro da audiência enquanto embeleza a cena. Não demorou muito para que o circo pegasse fogo e os personagens começassem a se digladiar em cena, com acusações que fariam John Wilmot enrubescer (estava perambulando em uma zona de meretrício, Sra. Zanatta? Que coisa feia...). Em determinado momento, Henrique e eu saímos para comprar alguns itens faltantes de maquiagem (e um Engov, para ele) e, quando retornamos, dava para ouvir os gritos de fúria do casal lá do elevador.
Com um sistema de filmagem dinâmico e a competência dos atores (que nos isentaram de ter de repetir os takes over and over again), conseguimos – ainda pela manhã – ajustar um cronograma que, por si só, já era bastante puxado. O material bruto ficou intenso e a escolha de elenco mostrou-se acertada (se antes já achava a Dani interessante para o papel da mãe enraivecida, olhando agora tenho certeza de que não poderíamos ter encontrado atriz melhor para isso). A displicência do Rafa – inerente ao personagem – caiu como uma luva para subsidiar o ódio da mulher, e as interações dos outros atores em cena soaram muito orgânicas.
E, claro, tínhamos o relógio infantil, produzido pelas arteiras Fê e a Sheila, com contribuição do Rafa no visual final do objeto (sabe aquele sujeito que dá o sangue pelo trabalho? Pois é, digamos que o nosso ator leva isso bem a sério). Este pequeno relógio, que foi fruto de uma árdua pesquisa e procura das gurias e que foi uma epopéia para ser escolhido, acabou ficando muito, mas muito, mas muito perfeito em tela (confesso que fiquei reticente na 1ª vez que pus os olhos nele, no mostruário, mas mordi minha língua).
Para encerrar a manhã, tivemos uma breve cena nos corredores escuros do Fórum, com figurações do Herique e César (o gerente de operações da Lumiere) apostando nos cavalos, Babys e Sheila de fundo, e Luciana Espindola (responsável pelo Making Of) subindo uma rampa.
Ah, cheguei a citar que a Luciana também tem seus fiéis escudeiros? =P
A seguir: 1ª DIÁRIA – TARDE
09/09/2011
Nazistas na Lua
Esta é a premissa de Iron Sky, ficção científica das produtoras independentes finlandesas Blind Spot Pictures e Energia Productions, em co-produção com as produtoras 27 Films (alemã) e Holland Pictures (da Austrália). O longa-metragem, orçado em “modestos” 7 milhões de euros angariados através de uma árdua campanha na internet, levou cerca de 5 anos para ser produzido. Você pode ter uma palhinha do resultado no teaser abaixo.
Bacana, hein? O filme é dirigido por Timo Vuorensola (mesmo diretor do fan film Star Wreck: In The Pirkinning) e tem data de estréia prevista para 04 de abril de 2012. Mais informações sobre Iron Sky você pode conferir clicando aqui (em inglês).
05/09/2011
A IMPORTÂNCIA DO STORYBOARD (NO CINEMA INDEPENDENTE)
No mundo do cinema independente, uma regra é imutável: a margem de erro deve ser considerada apenas enquanto a câmera estiver rodando. O que isso significa exatamente? Significa que durante uma diária de filmagem a equipe está sim suscetível a problemas mas durante todo o resto do processo, não podemos errar!
Assim como em diversas outras áreas da vida, planejar é essencial. Produzir à exaustão e criar intrincados cronogramas, decupagens minimalistas e deixar tudo engatilhado, tim-tim por tim-tim é a base de fazer um filme decente quando o dinheiro não está entrando no caixa do filme. Quando os esforços se concentram em dar vida ao sagrado dia de filmagem, tudo tem de estar alinhado para este dia aconteça sem maiores percalços.
Aí que entra a importância do storyboard. Muitos vão me argumentar que renomados diretores dispensam storyboard e preferem perambular à revelia com a câmera na mão. Isso é estar sujeito a um talento nato e formidável, não apenas do diretor, como de todos envolvidos. Fazer um filme “naturalista” pode até funcionar dependendo do que você quer dizer mas, quando você tem uma trama minimamente fundamentada, uma história construída, a equação é outra.
O storyboard é uma decupagem sequenciada do que precisa ser filmado para que na montagem o filme faça algum sentido. Normalmente é formado de um rabisco cheio de setas indicando movimentos intrínsecos à cena e movimentos de câmera e na lateral uma descrição breve do que acontece no plano e a numeração, tanto do plano, quanto da cena. Storyboards mais ricos contém detalhes de arte e fotografia mas nem sempre é o caso. Saber desenhar ajuda e muito mas imagino que poucos tenham grande habilidade nesta arte. Eu mesmo, desenho muito pouco, mas acredito que consiga me fazer entender em meus rabiscos, e considero isto ser importante no final das contas. Na dúvida, tenha ao seu lado um desenhista de mão cheia para lhe ajudar a traduzir suas idéias.
Para colocar as mãos na massa, uma simples folha em branco pode bastar. Mas existem alguns softwares que ajudam no processo. O mais conhecido, o Toom Boom é um tipo de organizador, com alguns atalhos bastante úteis. Para os que não saem do desenho estilo palitinho, o FrameForge é de grande valia. Com ele se constroem cenas em 3D usando um banco de dados de modelos acoplado no software. Para quem busca algo mais descritivo, que ajude no resto do processo todo, uma grande pedida é o Celtx. Todos são softwares pagos mas com demos funcionais para download.
Feito o storyboard, o diretor se pergunta: do que vale ter isto à mão já que o filme está todo montado em minha cabeça? Todos os outros membros da equipe e em especial, diretor de fotografia e seus assistentes, precisam estar alinhados com suas idéias mirabolantes e explicar verbalmente no dia da gravação é um amadorismo do qual se pode fugir. Isso sem contar nas necessidades de produção que vão surgir quando o produtor bater os olhos no story.
Mas o mais importante na verdade, além de garantir que todos planos necessários serão feito, é poupar um tempo valioso ao lado do pessoal da fotografia que o diretor vai poder usufruir ao lado de seu elenco, que com certeza vai precisar muito mais dele na hora H. Definir narrativas e sequências é um trabalho meramente burocrático: lidar com as pessoas na frente das lentes é o intenso trabalho de cunho mais artístico, é ali que o filme vai se definir e ganhar vida.
Nos curtas da Arquivo, naturalmente muita coisa foi feita sem storyboard! Mas isso foi um grande aprendizado para todos envolvidos e esta questão me veio forte à tona em um debate na Ufpel onde havíamos feito uma sessão de “Os Batedores”. Lá, fui questionado sobre a importância dos storyboards. Salientei muito que fazer cinema independente sem esta ferramente era um grande desatino.
No momento, estou terminando um storyboard bastante complicado, que já passa de 50 páginas (para um curta de menos de 20 minutos), do filme Nove e Meia.
Visite este blog. Muita informação sobre storyboard e arte conceitual.


















